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O famoso Bar do Alemão, agora na Granja Viana…?

A saga de avaliação de bares e festas, começa com o relato da nossa visita a uma franquia, aberta recentemente na Granja, de um tradicional e renomado bar. Não sei do quanto fará sucesso neste bairro, principalmente para nosso público mais jovem, mas…

Está na mira e no coração de muitos, desde 1902, quando ainda era uma padaria e confeitaria do imigrante alemão Adolf Steiner e de seu filho, Max Steiner. Segundo reza a lenda, Max reunia os amigos após o expediente para apreciar a bebida de sua terra natal, ó que coisa linda, ó: Cerveja!  E, sabendo como bêbado é, em pouco tempo já era uma “referência” para os cervejeiros. Além de tudo, Max foi tornando-se famoso pelo prato que entitularam de Bife do Steiner: Bife cortado fino e acebolado, frito na manteiga, com molho de tomate.

Fomos em 3. Cabe dizer que causa um certo desconforto geográfico, estacionar no novo Square, ao lado da Dona Deloa, casa do         novo Bar do Alemão – Granja Viana… E Tudo cinza… E olha só: encontramos no meio do caminho, uma livraria Nobel! Amarelinha também, né? Que nem a Saraiva, Fnac… Que bonitinho. Mais uma Nobel! Nossa, sempre ouvi de todos os meus amigos granjeiros, como eles adooooram e se sentem verdadeiramente  felizes, completos de ter mais uma opção Nobel por perto. Parabéns, terninhos e gravatas! Uma só não bastava.

Mas, tá, não é de todo mal. Tem Burguer King, Subway, tem opções de mais salas de cinema (porque Shopping Granja Viana, convenhamos)…

Bom, como eu disse, fomos em 3. Para o azar dos 2 fumantes, o espaço não tem àrea reservada para este tipo de fumaça. Apesar da birra dos 2, adentramos o bar e nos sentamos à mesa em bancos bastante confortáveis. Os garçons numa vibe meio oktoberfest, mas com tédio ao invés de embriaguez, muitos deles macaco velhos. O bar não estava nada vazio, o público era mais sênior e havia poucas almas fêmeas. O lugar é amadeirado, é até pequeno e não se aproveita a música ou arte visual. Olhei pro cardápio. Me assustei com os preços do cardápio. Fotografei o cardápio. Ok, causei vergonha alheia por isso.

Havia dois tipos de Batatas fritas: Batatas Goma (Bem mais rechonchuda que o normal, em fotos de dar àgua na boca) e Batata palha (Chips, como descreveu Antonio, meu Garçom). Pedi? A Goma, mais 3 chopps Baden Baden.

A tal da Batata não sonha em superar a do restaurante do Ney, no Pátio Viana e fica muito longe da batata igualmente gorda do falecido bar The Jam. Ou seja? Decepção, pela bagatela de 18 conto. Os chopps Baden estavam meio quentes e não convenceram. Mais quase 8 conto, cada um. Ontem não foi o dia que a Baden tornaria-se meu chopp favorito. O bolso doía, resolvi pedir ajuda ao Antonio e ele me indicou, sem sotaque algum, o Bife a Parmeggiana, prato individual de 46 reais, especialidade da casa e descendente do Bife do Steiner. Meus olhos quase lacrimejaram. Pedi mais 3 chopps, junto ao bife. Dessa vez, Eisenbahn. Totalmente inocente de que este fato sim tornaria a noite, antes desilusão, algo finalmente especial.

Chegou o monumental Bife. Aplausos. Chegou o monumental chopp. Mais, muito mais aplausos!! E tudo chegando MUITO rápido. Tudo mesmo, rápido mesmo, mermão. Agora ao que interessa: belo bife. Não é o melhor que já comi (apesar da fome e da beleza tê-lo transformado momentaneamente), mas certamente uma delícia. Vale os 46 reais? O molho é um pouco ácido e vem acompanhado de Batatas Goma, cuja mediocridade já fora citada. Não acredito que um prato individual de bife magro, arroz, e molho de tomate num prato individual com porção pequena de batatas, por mais bem preparado,  consiga custar mais que 15 reais à cozinha. O que definitivamente salvou a reputação do Bar, para nós, além do atendimento rápido, foi o chopp Eisenbahn.

Meu Deus. Não costumo babar ovo de cerveja de trigo e elas geralmente não entram na minha lista dos 5 favoritos… Mas esse chopp Eisenbahn é, com o perdão de meu francês, simplesmente de fuder. Encorpado na medida certa, gosto aveludado de cravo, geladíssimo e cremoso… Perfeição feita de trigo! Este sim valeu os quase 9 reais que, em consenso, nós 3 pagamos, cada um, aí sim! Felizes da vida.

No final, uma indigestão:  entrada comum, 2 chopps cada (6 no total) e um prato individual surtiram uma conta de 120 e poucos reais. 42 reais cada um. Não sei você o que achou, mas eu saí de consciência pesada e bolso muito leve. A barriga cheia, pois comi o prato praticamente sozinho, e a cabeça na Weiss que vai me deixar com saudades, pois não voltaria tão cedo. Pelo menos pagando…

Deixamos uma bela gorjeta ao Antonio e roubamos uma bela mostarda Berna, que estava dando bobeira, muqueada na jaqueta. Assim  termina a noite, com seus altos e baixos. O tradicional Bar precisou da tradicionalíssima conterrânea cerveja para convencer estes ganjeiros. O que, convenhamos, é mais mérito da cerveja que deste bar.

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Publicado em janeiro 16, 2012 por .
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